Não vos queria trazer tristezas. Mas estou virada do avesso, preciso de escrever e vocês já sabem a peça que estão a seguir. Quero fazer um texto minimamente coerente pelo menos. Estou danada. Com a vida. Tudo tem dado certo, já posso morder a língua quando digo que ninguém me responde de Portugal, porque além de para a semana ir falar com uma senhora que faz terapias assistidas com animais e que me quer conhecer, estou ainda com possibilidade de estágios futuros noutro centro desses. Vou acabar o mestrado e a minha família dá-me possibilidade de estudar o que quero posteriormente, quero melhor? Não. Tenho tudo o que peço. Mas só choro. Só choro, todos os dias. E nego que tenho uma depressão. Se calhar Diana, está na altura de aceitares que isto te está a acontecer.
Mais choro menos mijo, posso ver por aqui, choro mas faço os trabalhos na mesma...vou fazendo, e vou chorando, não faz mal. Mas o que faz mal é que perdi um animal hoje. E eu sou das pessoas que mais facilmente se apaixona por animais, cá em casa aliás somos todos assim. Temos dois gatos em casa e ultimamente havia uma gatinha a rondar, viu-se que era abandonada, mesmo gatinha de casa e a minha avó começou a alimentá-la (sou vizinha da minha avó), passado umas semanas ela começou mesmo a miar à nossa porta, como os nossos gatos não foram muito amigáveis, fizemos para ela uma cama na varanda para ela não passar frio e deixávamos que ela entrasse cá em casa para comer. Ás tantas já perseguia o meu coelho no jardim ahah e já se dava mais ou menos com os nossos gatos. Já dormia na minha cama. Já ronronava quando lhe dávamos festas. Já começava a fazer parte da família. Para isso tínhamos de a levar ao veterinário porque ela parecia estar grávida e nós tínhamos de nos certificar que não íamos ter ai uma ninhada em mãos. A minha mãe saiu com ela de casa de manhã e não voltou viva. Não era gravidez, era cancro. Puseram-na a descansar, o cancro era enorme, tal era a barriga que achávamos que estava quase para ter bebés. Sei que teve os seus últimos dias de forma confortável e com amor. E não tenho que ver com o modo e o momento em que ela tinha que partir, mas os animais e a natureza têm sido o meu chão, o campo, as ovelhas, o ozzy, etc e não esperava que tal acontecesse. Só de pensar que a abandonaram por saber que ela tinha cancro...há gente que não merece o ar que respira.
Beijinhos para todos, como sempre é com carinho que leio os vossos comentários, obrigada.