quinta-feira, 19 de maio de 2016

4# Update

Não vos queria trazer tristezas. Mas estou virada do avesso, preciso de escrever e vocês já sabem a peça que estão a seguir. Quero fazer um texto minimamente coerente pelo menos. Estou danada. Com a vida. Tudo tem dado certo, já posso morder a língua quando digo que ninguém me responde de Portugal, porque além de para a semana ir falar com uma senhora que faz terapias assistidas com animais e que me quer conhecer, estou ainda com possibilidade de estágios futuros noutro centro desses. Vou acabar o mestrado e a minha família dá-me possibilidade de estudar o que quero posteriormente, quero melhor? Não. Tenho tudo o que peço. Mas só choro. Só choro, todos os dias. E nego que tenho uma depressão. Se calhar Diana, está na altura de aceitares que isto te está a acontecer. 
Mais choro menos mijo, posso ver por aqui, choro mas faço os trabalhos na mesma...vou fazendo, e vou chorando, não faz mal. Mas o que faz mal é que perdi um animal hoje. E eu sou das pessoas que mais facilmente se apaixona por animais, cá em casa aliás somos todos assim. Temos dois gatos em casa e ultimamente havia uma gatinha a rondar, viu-se que era abandonada, mesmo gatinha de casa e a minha avó começou a alimentá-la (sou vizinha da minha avó), passado umas semanas ela começou mesmo a miar à nossa porta, como os nossos gatos não foram muito amigáveis, fizemos para ela uma cama na varanda para ela não passar frio e deixávamos que ela entrasse cá em casa para comer. Ás tantas já perseguia o meu coelho no jardim ahah e já se dava mais ou menos com os nossos gatos. Já dormia na minha cama. Já ronronava quando lhe dávamos festas. Já começava a fazer parte da família. Para isso tínhamos de a levar ao veterinário porque ela parecia estar grávida e nós tínhamos de nos certificar que não íamos ter ai uma ninhada em mãos. A minha mãe saiu com ela de casa de manhã e não voltou viva. Não era gravidez, era cancro. Puseram-na a descansar, o cancro era enorme, tal era a barriga que achávamos que estava quase para ter bebés. Sei que teve os seus últimos dias de forma confortável e com amor. E não tenho que ver com o modo e o momento em que ela tinha que partir, mas os animais e a natureza têm sido o meu chão, o campo, as ovelhas, o ozzy, etc e não esperava que tal acontecesse. Só de pensar que a abandonaram por saber que ela tinha cancro...há gente que não merece o ar que respira.

Beijinhos para todos, como sempre é com carinho que leio os vossos comentários, obrigada.

sábado, 14 de maio de 2016

3# Update

Boa noite pessoal! 

Hoje fui a uma feira holística, no castelo de penela, foi muito porreiro, comprei uns papelinhos num caldeirão, faz-se uma pergunta e abre-se o papelinho. Perguntei se ia conseguir superar a ansiedade e chegar a um ponto em que a sei controlar e viver com ela e o papel respondeu-me "mude de direção". Ai lembrei-me que ainda nem vos contei o que descobri que desencadeou estes processos de ansiedade, sintomas depressivos, a história que já sabem...
Tenho muito orgulho em ser licenciada em Psicologia, e vim para este mestrado pela maior saída profissional que se ouve falar, e pelas poucas opções que a clínica parece dar. Mas entendi que de facto...não é isto que eu quero fazer da vida. Não é numa empresa, num contexto organizacional, que eu quero exercer uma profissão, que eu quero dedicar a minha vida, os meus dias, e nós temos de ter um significado para o que fazemos. Podem dizer-me que temos de ganhar para comer, claro que sim, não se coloca em questão eu negar ofertas de trabalho só por não serem o que eu quero, se não tiver alternativa! Mas tendo ainda alternativa...vou lutar pelo que eu quero fazer. Quero ser uma pessoa realizada a nível profissional, encarar o trabalho com gosto, com paixão! Não quero acabar como os exemplos que tenho à minha volta, de stress diário num local de emprego do qual não tiram qualquer proveito, o qual os abate emocionalmente.
Mas por outro lado o que eu quero terei de exercer fora do meu País porque infelizmente não existem ainda condições e mentalidade para o fazer cá. Quintas terapêuticas! Já existe cá algumas associações que realizam terapias assistidas com animais, nomeadamente cães e cavalos, no entanto em vários países Europeus já se vê as care farms, são quintas com porcos, galinhas, vacas, ovelhas, com plantações, etc, que ajudam pessoas com doenças mentais, depressões, ex-presidiários, crianças vitimas de abusos ou maus tratos, entre outros problemas que existam. E eu sem dúvida quero dedicar-me a esse tipo de terapias. Mandei uns 30 e-mails para Inglaterra, a pedir estágio, as respostas são positivas, no entanto sem ser remunerado não saio daqui a não ser para dormir debaixo de um ponte de lá ahah e respondem-me mesmo que seja para dizer que não realizam estágios...de cá do meu próprio país nem UMA resposta de uma das associações que cá existem que fazem terapia com cães, ZERO. Fico triste. Mas não desisto e o próximo passo é dirigir-me pessoalmente às que tenho mais perto! (entretanto vou também pesquisar pelo resto da Europa, tem sido uma pesquisa intensa, nem sempre é fácil encontrar este tipo de contactos, muitas não tem sequer site na internet, etc). 
O psicólogo diz que vou continuar em conflito uma vez que tenho de terminar o mestrado, e o estágio poderá ter de ser na área que não quero, MAS, psicologia positiva para cima, vai ser bom ter qualquer tipo já de experiência profissional, mesmo não sendo na terra! A passos pequenos vou caminhando para lá de qualquer forma :)

Beijinhos, continuação de um bom fim-de-semana ! :) vou agora ler as vossas novidades.