terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

#13 Inês farta-se de insistir

para que o marido vá com ela à festa de Carnaval lá da empresa, mas sem efeito, diz-lhe que ele nem tem de ir mascarado, que ele nem tem de ficar até ao fim, é só uma companhia. Mas nada, Inês adora mascarar-se e não falhou um ano o Carnaval e desde que está na empresa também tem ido sempre, até ia com o marido mas talvez a comodidade da relação fez com que começasse a querer ficar sempre em casa. Adivinhe-se lá a fazer o quê, encontrou um jogo antigo e não larga a nintendo nem por nada...! Inês decide ir sozinha, que se lixe, vou-me divertir. Preparou-se, ia de capuchinho vermelho, não em versão slutty, apesar do vestido ser curto tinha collants opacas brancas e dentro da cestinha levava uma bolsa com o dinheiro, telemóvel e documentos. Disse até logo ao marido mas não ouviu resposta de tão absorto que estava. Vai masé bugiar, disse em voz alta sem novamente ser correspondida e fechou a porta de entrada com força irritada com aquilo. 
Chegou à festa, num dos departamentos da empresa, toda a gente tinha vindo mascarada, incluindo o bonzão do seu colega, porra, chega desses pensamentos do costume, mas porque é que ele tinha de vir vestido de polícia? Não podia vir horroroso de palhaço ou sei lá? -Então, não tinhas um fato menos...inapropriado? -Fala quem vem de chapuchinho vermelho com uma vestido tamanho criança. A conversa estendeu-se, entretanto com outros colegas também, e a bebida não faltava, já havia quem queria sair dali para ir ao bailarico na terrinha, que Inês não gostava particularmente, queria ir para a discoteca. Já não estava em condições de levar o carro, nem ela nem o bonzão que claro está decidiu fazer-lhe companhia para a disco, juntamente com outras duas colegas, uma delas levou o seu.
Acorda, sente a dor de cabeça e pensa que ainda bem que tem o dia de folga, olha para o lado e vê o marido ainda a dormir, também não vai trabalhar hoje. E lembra-se da maldita noite na discoteca, roça aqui, roça ali com o bonzão, a mordidela na orelha, as piscadelas, a troca de olhares, aquele flirt que custa a resistir, apetece continuar com a brincadeira. Ainda bem que teve a decência de ir embora, lembra-se de terem chegado a acordo e decidir que o melhor era alguém se ir embora, senão podia passar de pensamentos para acções. Tinha a cabeça tão mas tão pesada, e não era de dor, era a consciência que lhe pesava, e não pela troca de olhares, pelas piscadelas, mas sim por saber que se tivesse oportunidade o que já tinha pensado até agora de pecaminoso tornar-se-ia real.

3 comentários :

  1. Gostei da historia.
    Beijinho
    http://adonadasushi.blogspot.pt

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  2. Gosto mesmo muito da história da Inês :D

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  3. Epaaa estou a gostar da historia quero maiss =D

    Beijinho*

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