sábado, 24 de janeiro de 2015

#12 Inês acabou de arrumar os pratos no armário,


fechou-o e empoleirou-se na janela ao mesmo tempo que tirava um cigarro do maço e o acendia. Pensou nas merdas de discussões que conseguiram num dia desfazer a ideia feliz de que já estava tudo mais calmo, que stress para nada discussões de cáca que não levam a lado nenhum, de jeito pelo menos, pensava. O telefone começa a tocar, ah boa é o bonzão lá do trabalho, tô? - Então as coisas estão mais calmas com o marido? - Êh, ainda não chegou do trabalho nem sei - Isso é falta de carinho. Amanhã almoça por cá pelo escritório, faço-te companhia - Combinado. Quando desliga parece que acabou de assinar um contrato maquiavélico que lhe irá trazer fortuna, sente-se maldosa mas entusiasmada. Com quê? Porra Inês já te estás a passar, não vais voltar ao mesmo, já fizeste asneira que chegue, relaxa, é só almoçar, gostas do moço, já o conheces há uns meses, não estás a cometer nenhuma infracção. 
Suspira e apaga o cigarro. 




Diana M.

4 comentários :

  1. r: Há coisas no curso que não são aquilo de que estava à espera, e estar longe de casa custa ainda mais. Eu estou naquilo que queria, e quero, mas por vezes não basta querermos para conseguirmos.

    ResponderEliminar
  2. r. As panquecas de aveia são óptimas! :) Se quiseres posso partilhar a receita que faço no blog.

    ResponderEliminar
  3. r: eu não disse que não existem ajudas em Portugal. Eu sei que existem e sei que se têm esforçado para combater este flagelo. A mim o que me intriga é, muitos dos casos, a polícia achar que são situações de baixo risco, e em muitos casos, as mulheres voltarem para casa dos agressores. Faz-me imensa confusão.

    ResponderEliminar