quarta-feira, 15 de outubro de 2014

#7 Inês entra na loja,

e entra à vontade, é pouco de tabus e preconceitos, vai dando uma vista de olhos pelas peças de lingerie, das mais aborrecidas ás mais atrevidas. Vai-se perguntando porque é que a sua vida sexual chegou a esta monotonia, que merda. Precisa de voltar ao que era. Cada vez começa mais a desejar outros homens, ai aquele bonzão que me serve o café, e aquele meu colega de trabalho, pedaço de mau caminho, mostrava-lhe o que é a chamada loucura de uma noite só, ai mãezinha. ACORDA, mas que porra adoras o teu homem, não sejas ordinária, é preocupante, é uma parte importante na relação e Inês não entende como chegou a isto, nem deu por isso. Apercebeu-se que estava a sonhar acordada no meio da loja, continuou a ver devagar as diversas peças, não sabia por onde começar, o que escolher, seria isto realmente o que era preciso? Era isto que iria reacender a chama? Tentar não custa. E sabia que lhe ia dar um gozo enorme tentar, só não quer vestir sempre as mesmas que tem, quer inovar. Vamos a isto. Se não der certo tem muitos com que usar as lingeries, PORRA INÊS, para de desviar o pensamento do que é importante, restaurar a chama sexual desta relação, ponto final. E enrolar as pernas em volta do gato no trabalho? Na secretária, no tapete no chão, onde fosse. Arrepiou-se e respirou fundo, foca-te Inês, foca-te, dizia a si mesma.

                                                                                                                                            DianaM.




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